O Ano em Palavras
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Óbito/Carlos do Carmo: Universal Music recorda “enorme legado que marcou profundamente o Fado”

Lisboa, 01 jan 2021 (Lusa) – O fadista Carlos do Carmo, hoje falecido aos 81 anos, “deixa um enorme legado que marcou profundamente o Fado”, afirma em comunicado a discográfica Universal Music, na qual o fadista gravou durante grande parte da sua carreira.

“O fadista, Senhor de um dom inigualável, Carlos do Carmo deu vida às palavras como ninguém. Muitas vezes visionário, nunca abdicou de levar o Fado para outras dimensões, de lhe introduzir novos instrumentos, de evangelizar novos poetas, de manter o nível”, lê-se no mesmo comunicado.

A discográfica refere que Carlos do Carmo se preparava “para editar o seu novo álbum de estúdio, mesmo depois de ter dito adeus aos palcos, há cerca de um ano, quando havia completado 80 anos”.

Em finais de outubro passado, a Universal Music anunciou em comunicado que novo álbum de Carlos do Carmo, “E Ainda?”, seria editado a 27 de novembro.

Fonte da discográfica disse hoje à agência Lusa que “E Ainda?”, o último CD de Carlos do Carmo, será editado este ano.

A Universal adianta que o fadista morreu “vítima de um pós-operatório a um aneurisma da aorta abdominal”.

Para a Universal Music “Carlos do Carmo foi e sempre será: A Voz”.

Carlos do Carmo morreu hoje aos 81 anos no hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse o filho Alfredo do Carmo à Lusa.

Nascido em Lisboa, em 21 de dezembro de 1939, Carlos do Carmo era filho da fadista Lucília do Carmo (1919-1998) e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados O Faia, em Lisboa, onde começou a cantar, até iniciar a carreira artística em 1964.

Vencedor do Grammy Latino de Carreira, que recebeu em 2014, o seu percurso passou pelos principais palcos mundiais, do Olympia, em Paris, à Ópera de Frankfurt, do ‘Canecão’, no Rio de Janeiro, ao Royal Albert Hall, em Londres.

Despediu-se dos palcos no passado dia 09 de novembro de 2019, com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

“No Teu Poema”, “Um Homem na Cidade”, “Flor de Verde Pinho”, “Os Putos”, “Canoas do Tejo”, “Lisboa, Menina e Moça”, “Bairro Alto”, “Por Morrer uma Andorinha”, “Fado do Campo Grande” ou “Fado da Saudade”, com o qual ganhou um Prémio Goya, em Espanha, foram alguns dos seus êxitos.

 

NL // MAG

Lusa/Fim

O ano em palavras

2021

 

O Ano em Palavras apresenta algumas das palavras mais pesquisadas ao longo do ano no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, associadas a acontecimentos nacionais e internacionais que se destacaram a nível político, económico, cultural ou social.

 

Em 2021 os efeitos da covid-19 ainda se fizeram sentir nas pesquisas dos utilizadores do Dicionário Priberam, a par do interesse despertado por catástrofes naturais, crises sociais, operações mediáticas, feitos desportivos ou faits divers ocasionais.

 

Pelo quinto ano consecutivo, a parceria com a agência Lusa permite ilustrar cada palavra com uma notícia e uma fotografia, fazendo assim um retrato rápido do ano de 2021.

 

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